Clínica da dor e reabilitação em Porto Alegre

Quadris, lesões, mitos e verdades

Quadris, lesões, mitos e verdades

• Osteoporose: principal causa das fraturas do quadril em idosos
É verdade que a osteoporose é a origem principal das fraturas do quadril em idosos, principalmente mulheres. Isso ocorre porque nosso esqueleto acumula massa óssea até a faixa dos 30 anos de idade. Depois disso, perde-se 0,3% da massa óssea ao ano. A mulher, especificamente, tem uma perda maior nos 10 primeiros anos pós-menopausa, que pode chegar a 3% ao ano.

• Fratura do quadril em idosos e mortalidade
A fratura do quadril é a lesão ortopédica que mais resulta em morte na terceira idade em função de suas consequências diretas e indiretas. Além do mais, de todas as fraturas associadas à osteoporose, aquelas que representam maiores consequências à qualidade de vida da pessoa são as da extremidade proximal do fêmur, com média de mortalidade de 30% nos primeiros seis meses após o trauma e perda de autonomia em 50% dos casos.

• Prevenção é o melhor remédio para evitar lesões do quadril em idosos
Sim, é o melhor remédio. E há um conjunto de recomendações para manter a boa saúde e evitar estas lesões: prática de esportes sob a orientação de um profissional habilitado; promover o fortalecimento da musculatura da região dos quadris; evitar sedativos, o consumo de cafeína, cigarro e álcool, pois essas substâncias contribuem para a osteoporose, entre outros cuidados.

• Jovens não podem sofrer de artrose de quadril
Este é um mito. Embora sua incidência aumente com a idade – em idosos, é comum –, a artrose de quadril é uma degeneração da articulação e pode ser diagnosticada em jovens.

• Não há solução para casos de artrose do quadril
Realmente não há como recuperar o que já foi comprometido com o desgaste da articulação causado pela artrose de quadril. Os tratamentos são realizados para prevenir o aparecimento ou evitar a progressão do problema – além de aliviar os sintomas. Em casos graves, pode ser indicada uma artroplastia, que é uma cirurgia ortopédica que substitui a superfície gasta da articulação por outra sintética. Geralmente feita em idosos, a cirurgia permite ao paciente voltar a ter uma rotina sem dor no quadril e com uma função muito boa.

• Esportes podem gerar lesões no quadril
A prática de determinados esportes pode oferecer mais riscos ao quadril. Os que exigem maior amplitude e movimento do quadril, rotação ou atividades que exigem aceleração e desaceleração bruscas, como artes marciais, atletismo, futebol, ginástica olímpica, golfe, tênis, são exemplos disso. Mas, sobretudo, a prática inadequada dos exercícios é a principal causa das lesões.

• Impacto provocado pela corrida desgasta o quadril
Outro mito. Como a função do quadril é sustentar todo o peso do corpo, ele possui grande capacidade de carga. Quando corremos, a carga que passa pela articulação pode chegar a 8 ou 10 vezes o nosso peso corporal. Mesmo diante disso, o quadril apresenta apenas um consumo fisiológico (pequeno desgaste durante a nossa vida, como qualquer articulação).

• Musculação: é necessário utilizar toda a amplitude de movimentos do quadril para atingir o resultado desejado
Trata-se de um mito, pois, na musculação, há uma maneira correta de fazer os exercícios. Além disso, de um modo geral, não há necessidade de fazer toda a amplitude de movimento do quadril nos exercícios de musculação. Inclusive, ao fazer isso, a pessoa pode favorecer o surgimento de lesões articulares.

• Uma lesão no quadril significa “nunca mais voltarei a praticar esporte”
Claramente um mito. Com os avanços nos tratamentos desse tipo de lesão, um atleta, por exemplo, retorna à sua rotina de treinos e de competições apto a usufruir de todo o seu potencial.

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